O PROJETO ADA, por Grace Albuquerque.

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Como tudo começou….

            A pandemia trouxe para todos nós uma oportunidade inegável de refletir sobre nosso modo de vida e no que é essencialmente importante para nós. Foi em meio as incertezas e dificuldades do momento, que nasceu o desejo de encontrar um verdadeiro propósito para continuar trabalhando com moda. O projeto estava nascendo e nem eu sabia, rsrs! Ainda nesse período comecei a pensar em nomes para um dia usar em uma marca e me identifiquei como o nome Ada, de origem hebraica que tem como significado: Aquela que é próspera, beleza, ornamento. Com o projeto Ada queremos levar pessoas a encontrar o caminho da prosperidade através da beleza, do consumo consciente e da moda sustentável.

 

O encontro com a ADESP e a pequena semente….

        O tempo passou, o telefone toca; era o Presidente da ADESP (Prof. Luiz Carlos Monteiro) que por indicação de um dos componentes da associação (Luiz Claudio de Sousa) entra em contato para falar sobre alguns tecidos cedidos pela Werner teciods para serem utilizados em projetos voltados para a sustentabilidade, e se eu teria interesse em participar com algum projeto nessa área (a pequena semente foi lançada)!

 

A sementinha germinou….

               Nossa primeira coleção começou com dois patrocinadores: a ADESP (Associação para o Desenvolvimento Sustentável e Participativo) que nos doou os tecidos cedidos pela Werner tecidos, e uma amiga (Tânia Marcia Alqualo), que fechou seu ateliê e nos doou todo o tecido e aviamentos. Fizemos toda parte de criação, modelagem e corte, já  a pilotagem e costura, tivemos a parceria de duas costureiras beneficiadas com a renda para suas famílias. A pilotista e costureira Regina, tendo aos seus cuidados seu marido lutando contra uma leucemia, e a costureira Gilséia também com suas necessidades familiares. Nesse início beneficiamos apenas duas costureiras devido a pouca quantidade de tecidos disponibilizados, porém temos pelo menos mais 6 costureiras aguardando oportunidade de participar no projeto.

 

A pequena árvore…

        Assim como um grãozinho de mostarda, a menor das sementes, pode se transformar em uma grande árvore, ou seja, o “I FÓRUM DE CONSUMO CONSCIENTE E A MODA SUSTENTÁVEL” é para nós a pequena árvore que já começa a dar seus frutos!

 

O projeto para o crescimento….

           Para manter esse projeto ativo e para que essa sementinha se transforme em uma grande árvore, precisamos de pessoas dispostas a regar, nutrir e cuidar dela. Patrocinadores regulares de insumos têxteis e aviamentos (sobras de produções ou tecidos fora do padrão de qualidade exigidos por grandes marcas) são de suma importância para viabilizar a continuidade do projeto.

             Para dar continuidade e suprir as necessidades iniciais do projeto temos uma estimativa de uma quantidade de tecidos a partir de 300mts.

               A venda dos produtos será feita através da página do projeto no Instagram e lojistas parceiros microempreendedores. A renda será destinada as costureiras, pagamento de custos do projeto, e uma parte será revertida como doação à ADESP para realização de novos projetos.

 

Os frutos….

            Nosso objetivo é a geração de renda para famílias de costureiras desempregadas, ou costureiras do lar, que por diversos motivos; temporários ou não (cuidar dos filhos, cuidar dos pais idosos, falta de oferta de trabalho, doenças limitantes para um trabalho em fábricas, idosas aposentadas) são impedidas de trabalhar fora, porém dependem diretamente dessa renda em que muitas vezes é a renda principal, e outras vezes, complementares para a subsistência de suas famílias.

 

Grace Albuquerque Rabello Petrópolis, 30 de novembro de 2021

 

 

CONSUMO CONSCIENTE, SUSTENTABILIDADE E MODA: O FÓRUM

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          Como temos visto nos artigos sobre Sustentabilidade na Moda apresentados aqui na página da ADESP, muito tem se falado sobre esse tema na indústria moda, algumas marcas se consolidam no mercada da moda inserindo em sua cadeia de produção matérias primas recicladas e até mesmo criou-se um modelo estético de referência para os “produtos sustentáveis”, mas pouco é discutido sobre o papel do consumo consciente na moda. Isso porque, muito dessa atitude de consumo consciente vai na contramão da expansão e lucratividade das próprias marcas. Mas será que precisa ser assim? Será que necessariamente o consumo consciente da moda está completamente ligado a deixar de comprar? Ou será que o consumo consciente pode estar ligado a geração de renda para a expansão do mercado consumidor?

          É para responder a essas perguntas que a ADESP criou o “Fórum Consumo Consciente e a Moda Sustentável”. Para esse dia, a proposta da ADESP é encontrar meios de canalizar no consumo consciente a criação de meios para a viabilização da sustentabilidade econômica gerada através da cadeia produtiva do universo da moda.

          A proposta do “Fórum Consumo Consciente e a Moda Sustentável” é levar ao debate temas importantes como “Usabilidade”, “Descarte”, “Reuso”, e encontrar nele o caminho para a “Meta-Moda”. Meta é o prefixo que exprime transformação, mudança, reflexão e é isso que faremos, vamos buscar, através da reflexão, a mudança da representatividade da Moda, transformando-a em agente de contribuição para uma sustentabilidade que gira em torno do consumo consciente, mas que esse consumo não deixe de gerar lucro, mas gerando renda, gere consumo e se retroalimente em uma cadeia virtuosa de “consumo – renda – consumo”.

          O Fórum será no dia 11/12/2021, no formato ONLINE e Presencial, faça a inscrição na página do Fórum e venha participar conosco!

CLIQUE AQUI E SE INSCREVA:

1º Fórum Consumo Consciente e a Moda Sustentável

 

          Vamos ser “Agentes Meta”, ou seja, “Agentes Transformadores”, nos encontramos lá!

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

O QUE É CONSUMO CONSCIENTE NA MODA?

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          Participar dos eventos da ADESP sobre sustentabilidade no setor da Moda, me deu a oportunidade de vivenciar o lado socioeconômico da sustentabilidade e ver a importância do consumo consciente para a questão de uma viabilidade sustentável na moda. No meu TCC de Design de Moda, estudo sobre o consumo consciente e neste post trago um pouco desta pesquisa fazendo uma relação com o trabalho da ADESP na sustentabilidade do setor da Moda no viés do consumo consciente.

          Uma das instituições que pesquiso no meu TCC é o Instituto Akatu, que é uma organização sem fins lucrativos que promove ações para sensibilização, mobilização e engajamento da sociedade para o consumo consciente. Na visão dele, consumo consciente é um consumo com melhor impacto, o que não significa deixar de consumir, mas consumir diferente, sem excessos ou desperdícios.

          Aplicando o conceito de Consumo Consciente à Moda, o mais importante não é deixar de consumir Moda e sim consumir entendo o tipo de produto, a quantidade ideal para cada um e evitar o desperdício se preocupando com o descarte para que o reuso da peça seja viabilizado.

          E melhor ainda quando o reuso gera sustentabilidade econômica!

          É por isso que a ADESP segue firme pelo caminho do Consumo Consciente na Moda, apoiando projetos que transformam “sobras” em geração de renda.

 

Clique e conheça o:  Instituto Akatu 

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

O projeto Ada e a Sustentabilidade Socioeconômica na Moda

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          O isolamento social devido a pandemia do COVID-19 evitou muitas mortes, mas o seu efeito colateral socioeconômico, infelizmente, foi o desemprego e um dos setores mais afetados foi o da Moda. Chegaram na ADESP casos de costureiras e profissionais da moda com necessidade urgente de auxílio econômico. Foi então, que conhecemos a estilista Grace Albuquerque e o seu projeto que ainda está na incubadora e vamos ajudar a nascer, o Ada.

          O projeto Ada visa essencialmente a interface entre a doação de sobras da indústria têxtil e de aviamentos e profissionais da moda que estão sem renda. Dessas sobras a estilista Grace Albuquerque cria coleções, distribui os tecidos e as modelagens entre as costureiras, recebe as peças prontas, coloca para venda e assim que são vendidas o lucro é distribuído entre os participantes.

          O Prof. Luiz Carlos Monteiro, presidente da ADESP, ficou sabendo do projeto através de um dos membros da ADESP, o Luiz Claudio de Sousa, entrou em contato com a estilista Grace e a ADESP intermediou a parceria entre o projeto Ada e a Werner Tecidos. Com isso, a Ada recebeu mais suprimentos e mais costureiras foram beneficiadas.

          Esse processo acendeu uma luz e eu vi que precisávamos levar esse modelo para mais pessoas, beneficiando assim um número maior de profissionais da moda afetados pelos desdobramentos do isolamento social devido a pandemia do COVID-19.

          Com certeza, vamos expandir a idéia, aguardem notícias!!!

 

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

O projeto Ada e a Sustentabilidade Socioeconômica na Moda

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O isolamento social devido a pandemia do COVID-19 evitou muitas mortes, mas o seu efeito colateral socioeconômico, infelizmente, foi o desemprego e um dos setores mais afetados foi o da Moda. Chegaram na ADESP casos de costureiras e profissionais da moda com necessidade urgente de auxílio econômico. Foi então, que conhecemos a estilista Grace Albuquerque e o seu projeto que ainda está na incubadora e vamos ajudar a nascer, o Ada.

O projeto Ada visa essencialmente a interface entre a doação de sobras da indústria têxtil e de aviamentos e profissionais da moda que estão sem renda. Dessas sobras a estilista Grace Albuquerque cria coleções, distribui os tecidos e as modelagens entre as costureiras, recebe as peças prontas, coloca para venda e assim que são vendidas o lucro é distribuído entre os participantes.

O Prof. Luiz Carlos Monteiro, presidente da ADESP, ficou sabendo do projeto através de um dos membros da ADESP, o Luiz Claudio de Sousa, entrou em contato com a estilista Grace e a ADESP intermediou a parceria entre o projeto Ada e a Werner Tecidos. Com isso, a Ada recebeu mais suprimentos e mais costureiras foram beneficiadas.

Esse processo acendeu uma luz e eu vi que precisávamos levar esse modelo para mais pessoas, beneficiando assim um número maior de profissionais da moda afetados pelos desdobramentos do isolamento social devido a pandemia do COVID-19.

Com certeza, vamos expandir a ideia, aguardem notícias!!!

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

A “CARA” DA SUSTENTABILIDADE NA MODA

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Com o aumento de consumidores preocupados com o meio ambiente, cresceu no mercado da moda marcas que se caracterizam como sustentáveis. Isto ocorreu em quase todos os segmentos da moda, como: vestuário, calçados e acessórios.

Neste processo criou-se uma identidade visual que caracteriza as marcas sustentáveis e com isso, uma comunicação visual que a coloca no nicho do conceito de marca sustentável.

Os exemplos de identidade e comunicação visual sustentáveis na moda são as marcas que exploram estampas com imagens de natureza, cores neutras e tons pastéis, elementos naturais como cordas de algodão e usam frases que envolvam engajamento com o meio ambiente, como os exemplos abaixo:

 

Mas será que moda sustentável tem obrigatoriamente que ter “cara” de natural ou de natureza? Pensando de forma ampla no significado de sustentabilidade como um todo, seria possível a moda se inserir no âmbito do aspecto socioeconômico envolvendo o uso e a usabilidade? Com a ânsia de suprir uma demanda que deseja consumir “sustentabilidade”, as marcas se preocuparam em fazer o mais fácil, dar cara e preço para a “sustentabilidade” criando produtos com uma identidade visual de natureza e uma comunicação visual padrão de simplicidade. 

          Sustentabilidade, por definição é “Capacidade de criar meios para suprir as necessidades básicas do presente sem que isso afete as gerações futuras, normalmente se relaciona com ações econômicas, sociais, culturais e ambientais. ”

           Visando esse sentido mais amplo, a Moda Sustentável tem tanto a ver com escolhas de matérias primas e processos que não degradam o meio ambiente quanto com uma cadeia que proporcione conservação socioeconômica e cultural.  Pensando assim, é de responsabilidade da indústria da moda oferecer possibilidades de reuso ou de uso prolongado. O reuso pode ser tanto o descarte seletivo permitindo que outros usem o produto, como de doação para associações e cooperativas que reaproveitem o tecido para que o mesmo volte para as prateleiras das lojas. E o uso prolongado pode ser no tocante a presença de uma ou duas peças atemporais em todos os lançamentos de moda, aquelas peças que poderão ter o uso prolongado sem que precise ser descartada até a próxima coleção.

           Essas peças atemporais e atitudes de reuso precisam ser apresentadas como “sustentáveis” pelo mercado da moda para que o consumidor possa entender que ele pode ser sustentável mesmo gostando de peças que não tenham “cara” de sustentabilidade, pelo simples fato de ter escolhas e atitudes sustentáveis. 

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

O QUE É MODA SUSTENTÁVEL?

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O papel da sustentabilidade na Moda pelas lentes de uma estudante de Design de Moda.

 

A indústria da moda usa uma larga escala de poluente para a fabricação de produtos e esses agentes químicos são descartados na natureza gerando poluição. Além disso, o lançamento de novos produtos é dividido em duas estações anuais, o que gera a eles um curto ciclo de vida. Com o aumento da preocupação com o meio ambiente, vieram as propostas para minimizar o impacto da indústria da moda, a fim de que os processos da sua cadeia produtiva não agridam a natureza.

Com isso, surgiu a Moda Sustentável, na qual, baseada na preservação do meio ambiente, a indústria da moda inova na escolha de matérias primas alternativas que sejam biodegradáveis, na fabricação de tecidos a partir de fibras naturais, no uso do algodão orgânico, no uso eficiente dos recursos hídricos e outros meios que não afetem de modo tão negativo o meio ambiente.

O outro lado da Moda Sustentável diz respeito ao uso, como as coleções são laçadas semestralmente, o que era moda no primeiro semestre fica obsoleto no semestre seguinte e assim por diante. Com isso, o descarte por parte do consumidor também gera impactos negativos para o meio ambiente. E esse é um ponto no qual a sociedade ainda precisa buscar formas de educação para a disseminação da importância de um comportamento de consumo mais consciente em relação ao meio ambiente, no qual é importante considerar como será o descarte de peças obsoletas para que as mesmas possam ser reutilizadas não sobrecarregando a natureza e preservando assim o meio ambiente.

 05/06/2021

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

ADESP, em parceria com Galeria Cristal, apoia “Arte em Casa” e juntos colaboram com a sustentabilidade econômica através da Moda

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            A ADESP continua atuando com força na sustentabilidade econômica através do setor da Moda e mais uma vez me chamou, como estudante de Design de Moda, para falar sobre esse case. A Moda é um grande pilar econômico na geração de renda da cidade de Petrópolis e os consecutivos fechamentos do comércio, como também o isolamento devido a pandemia do COVID-19 trouxe uma realidade econômica difícil para muitas famílias que sobrevivem do setor da moda, com isso a ADESP viu que era necessário voltar esforços para minimizar este impacto.

          Assim que o comercio de Petrópolis reabriu, a ADESP contatou os comerciantes locais a procura de apoio para projetos socioeconômicos, a Galeria Cristal foi o parceiro que abriu suas portas cedendo uma loja para a ADESP. Com isso, a ADESP pode apoiar o grupo Arte em Casa para que seus artistas pudessem expor e vender durante o mês de dezembro de 2020, dando a possibilidade de um Natal melhor para esses artistas e suas famílias.  

Para garantir o melhor aproveitamento econômico, a ADESP recebeu o apoio da indústria Têxtil Werner na oferta de pontas de tecido que seriam descartadas. Esses tecidos foram transformados pelos artistas em lenços, guirlandas, cesta de pão e outras peças e vendidos na loja cedida pela Galeria Cristal. Esse “lixo” além de não ir para o meio-ambiente foi usado como forma de lucratividade pelos artistas do grupo o que gerou uma sustentabilidade na sua forma mais ampla, ambiental, econômica e social.

          Esse se tornou um grande case de sucesso na ADESP e a proposta agora é criar mais oportunidades como estas para ampliar o projeto para outros grupos do setor da moda que necessitam de auxílio. A ADESP espera e trabalha para que que próximos eventos como estes venham em breve!


 

Data: 24/11  a  23/12/2020

Local: Galeria Cristal

Petrópolis, RJ 

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

Sustentabilidade ambiental na indústria Têxtil, conhecendo o processo produtivo da Fábrica de Tecidos Werner

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          A visita a Fábrica de Tecidos Werner me fez ver como a preocupação com o meio ambiente por parte da indústria têxtil acarreta de forma extremamente significativa para a sustentabilidade ambiental.

         Na Werner toda a água utilizada no processo produtivo é tratada, antes e depois, e recuperada ao final, somente após o tratamento, livre de resíduos, retorna ao sistema de água da cidade. Os retalhos de tecidos e a palha em que as meadas de seda chegam embaladas são transformados em capacitação profissional, cidadania e renda pela associação Recicla Tecidos, pelo projeto Costurando Realidades através de oficinas de costura e artesanato e pela ADESP através de projetos que visão a geração de renda para profissionais da moda afetados pela pandemia do COVID-19.

Esse aprendizado me mostrou a necessidade de olharmos o setor da moda cada vez mais como protagonista de uma mudança de comportamento, levando até ao consumidor a realidade sobre toda a cadeia produtiva da moda e como essas mudanças em prol da sustentabilidade socioeconômica e ambiental podem de fato afetar grande parte da sociedade atual.

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra

ADESP apoia grupo “Arte em Casa” em exposição no restaurante Afrânio

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          Depois de avaliar a ótima experiência com o grupo Arte em Casa no Hotel Boutique Casa Rosa, a ADESP renova a sua parceria com o grupo apoiando o evento no Restaurante Afrânio e mais uma vez eu fui conferir e trago aqui as referências desse case de moda sustentável.

          O evento foi lindo, o restaurante Afrânio é em meio a montanhas com um cenário maravilhoso, pessoas amáveis a gastronomia excelente. Mas o melhor foi poder ver, mais uma vez, que apoiar a confecção e a venda de uma roupa vai além do que se vê, esse apoio pode alcançar famílias de costureiras que estavam sem renda devido a pandemia do COVID-19, gerando trabalho e renda para elas. A experiência de fazer parte desse processo de retomada é um sentimento que se leva para a vida.

          Precisamos dar mais atenção ao viés socioeconômico da sustentabilidade e temos visto aqui na ADESP que a MODA pode fazer isso através do consumo consciente no tocante ao descarte de “sobras” da cadeia produtiva da indústria têxtil tornando o seu reuso um meio de recurso econômico para famílias sem renda. Esse processo, se colocado como parte do dia-a-dia das empresas, gera uma cadeia virtuosa que volta para a própria empresa têxtil porque gerar renda é gerar mercado consumidor, gerar mercado consumidor é gerar mais empregos e gerar emprego é gerar mercado consumidor.

 

          Podemos fazer geração de consumo com o reuso do descarte do consumo e isso é sustentabilidade. É assim que a ADESP se propõe a trabalhar com a MODA, cada vez mais incentivando a indústria a participar do processo de crescimento deste círculo vicioso.

 


 

Local: Restaurante Afrânio

Data: 25/10/2020

 

Victória Juliette M. M.

Estudante de Design de Moda

SENAI CETIQT – Barra